Como pode um quadro, um retábulo, uma música ou um espectáculo desenvolver o nosso conhecimento?



Admirar obras de arte é uma forma de compreender melhor o que os indivíduos produzem, e a realidade que narram. Segundo Goodman “Dom Quixote, tomado literalmente, não se aplica a ninguém, mas tomado figurativamente, aplica-se a muitos de nós”. Por isso, “ perguntar se uma pessoa é um Dom Quixote (quixotesca) ou um Dom Juan é uma questão tão genuína como perguntar se uma pessoa é paranóide ou esquizofrénica, é mais fácil de decidir”.
A arte opera de forma simbólica, não exacta e alegórica. Para melhor compreender as manifestações humanas, os historiadores e sociólogos preocupam-se pela arte de uma determinada época ou cultura.

Este blogue tem por objectivo dar a entender esta interacção entre a arte e o conhecimento, e de que forma as ostentações humanas repercutem-se ao longo dos anos e séculos.
O ponto de partida deste espaço, são os Séculos XVII e XVIII, nomeadamente pretende-se abordar a vida de uma corte, rodeada de riquezas, luxos, extravagâncias e exibições, e a repercussão estética-ideológica que esta deixou como herança nas gerações vindouras. Pretende-se assim analisar globalmente a antícope deixada por este movimento desde o seu apogeu até as réstias que se podem encontrar deste nos dias de hoje, tentando assim elaborar um paralelismo ideologicamente estético desde que surgiu o movimento social em si, até à nossa actualidade.

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LOCAL - PORTUGAL - A Arquitectura do Real Edifício



Ler mais: http://estudogeral.sib.uc.pt:8080/dspace/bitstream/10316/9753/1/APimentel.pdf

LOCAL - O Palácio de Versalhes

Principais características do monumento:

O Palácio de Versalhes é uma construção imponente e luxuosa situada na cidade de Versalhes (subúrbio de Paris - França).
O palácio começou ser construído nas primeiras décadas do século XVII. Em 1664, durante o governo de Luís XIV, foi finalizado.

Foi utilizado como centro do poder real francês durante o absolutismo.

Representava o grande poder económico e político da realeza francesa nos séculos XVII e XVIII.

Possui 700 quartos, 2 mil janelas e mais de 1000 lareiras. O parque que envolve o palácio têm, aproximadamente, 700 hectares.

No interior: é muito luxuoso, possui obras de arte, detalhes em ouro no tecto e paredes, lustres de cristal e pisos de mármore.

Foi transformado em museu no ano de 1837.

É considerado um dos maiores palácios do mundo.

É considerado Património Mundial da Unesco.

É um dos pontos turísticos mais visitados da Europa.
O Palácio de Versalhes

O Palácio de Versalhes (continuação)

O Palácio de Versalhes (continuação)

O Palácio de Versalhes (continuação)

ESPAÇO- Europa da Corte

A Europa da Corte. O modelo de Versalhes

A corte era considerada o lugar onde se reuniam um círculo de pessoas que cercavam um grande senhor (príncipe, bispo, aristocrata…), nesse circulo de convívio, se reuniam a família, a criadagem, os homens de armas e outros que para ele trabalhavam e, ainda, outros grupos sociais como embaixadores, diplomatas, artistas e literatos, todos denominados cortesãos.

A grande corte régia, surgiu associada às tendências absolutistas do Antigo Regime, feita à semelhança da do rei Luís XIV, que a partir do seu palácio estabeleceu as vassalagens sociais da aristocracia através de um código de comportamento e de etiqueta, orientando-a para a obediência e culto à pessoa do rei, através de cerimónias e rituais próprios.
Através da troca de serviços e de subserviência, o rei concedia a esta sociedade pensões, cargos, doações e favores de vária ordem.
Assim, os nobres cortesãos faziam tudo para se tornarem prezados, disputando favores ou um simples olhar, pois todos ambicionavam um lugar o mais próximo possível do rei.

A corte, símbolo do poder real, exibiu luxo e pompa, um ambiente requintado de aparência sedutora que nutria uma nobreza acrítica, fútil e sem profissão, que ocupada por uma vertigem de diversões: festas e bailes galantes, sessões de leitura, representações teatrais com o ballet de cour, cerimónias e jogos esplendorosos, paradas, caçadas e coloridos torneios.
Avassalada pelas regras de etiqueta, a nobreza subsistia sentindo-se membro da casa real mas, vingando-se numa libertinagem de relações, escândalos e intrigas que contribuíam, muitas vezes, para a sua ascensão e/ou queda. Os homens pretensiosos e empoados, vestidos de sedas e ricamente adornados de laços, fivelas e diamantes, calçados com sapatos de tacão alto e acompanhados pelas suas belas damas, mais excêntricas ainda, cobertas de pó-de-arroz e perfumes, povoavam a corte e eram copiados pelos demais.

O palácio de Versalhes, apreciada como a cidade dos ricos, foi o cenário físico da obra de Luís XIV. Universalmente admirado albergou, e 1744, 10 000 habitantes.
Embora construído dentro do espírito barroco (fachadas, jardins, espelhos de água, pavilhões, terraços, cenários teatrais), é igualmente uma fortificação do classicismo pela regularidade, harmonia e simetria das suas formas.

MÚSICA - "200 Anos de Música em Versalhes, uma viagem ao coração do Francês Barroco"


A colectânea “200 Years of Music at Versailles, a Journey to the Heart of French Baroque” é um trajecto na musica desde os primórdios do período barroco das artes musicais francesas, passando pelos reinados de Luís XIII, Luís XIV, Luís XV e Luís XVI, e cessando no iluminismo.
Trata-se uma Espaçosa amostra da obra musical da época e um comovente elenco compositores.
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É composta por 20 CD's:
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Vol. 01 - The Salons of the 'Précieux' at the Beginning of the Baroque Period
Vol.02 - Court Music at the Time of Louis XIII
Vol. 03 - Lully, the Father of French Opera
Vol.04 - Lully and his Successors at the Académie Royale de Musique
Vol.05 - Concerts and Symphonies for the King
Vol.06 - The Triumph of Religious Expression in Baroque Music
Vol.07 - The Royal Chapel at the Time of Louis XIV
Vol.08 - Masses and Motets for the Parishes
Vol.09 - Rameau at the Académie Royale de Musique
Vol.10 - Divertissement for Louis XV, the Well Beloved
Vol.11 - Divertissement for the Théâtre des Petits-Appartements
Vol.12 - At the Concert Spirituel
Vol.13 - The Royal Chapel at the Time of Louis XV
Vol. 14 - The French Orchestral Revival
Vol. 15 - Italians at the French Court
Vol. 16 - French Opera on the Threshold of Romanticism
Vol. 17 - The Rise of the French Symphony
Vol. 18 - The Early Days of the Pianoforte
Vol. 19 - The Salons of Versailles at the Time of the Enlightenment
Vol. 20 - New Aspects of Sacred Music at the Time of Louis XVI
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Acesso aos volumes através dos arquivos do MediaFire, clique aqui.

Livros e Filmes


Filme: Maria Antonietta

Filme:Le Roi Dance

Filme: O poder da arte

Filme: A Rapariga com Brinco de Pérola

Livro: Burguês Fidalgo/Sganarelo Autor: Molière